Prefixado vs. pós-fixado vs. híbrido
As três formas de remunerar a renda fixa. Taxa travada, taxa que acompanha um indexador, ou a combinação dos dois.
Prefixado, pós-fixado e híbrido são as três formas básicas de remunerar um título de renda fixa. Entender a diferença é o que permite escolher o papel certo para cada objetivo e cada cenário de juros. A escolha não é sobre qual é melhor em abstrato, e sim sobre qual se encaixa na sua leitura de futuro e na sua necessidade de previsibilidade.
No prefixado, a taxa é travada na compra. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, por exemplo 11% ao ano. Isso é ótimo quando se acredita que os juros vão cair, porque você cravou uma taxa alta. No pós-fixado, a remuneração acompanha um indexador, em geral o CDI ou a Selic. O retorno sobe e desce com a taxa de juros, o que protege em cenários de alta e dá liquidez tranquila.
No híbrido, o título combina as duas lógicas. Ele paga um indexador de inflação, como o IPCA, mais uma taxa fixa real. O Tesouro IPCA é o exemplo clássico. Esse desenho garante ganho acima da inflação se levado ao vencimento, protegendo o poder de compra. Cada formato reage de um jeito à marcação a mercado, e misturá-los na carteira é uma forma de não apostar todas as fichas em um único cenário de juros.
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