Artigos
Análises datadas da Fugazzi Research sobre o que está acontecendo nos mercados. Leitura investigativa de cripto, cenário global e macro brasileira.
Leitura da última decisão do Copom
O que a decisão de juros do Copom diz sobre o caminho da Selic, e por que a leitura do comunicado importa mais para o seu CDI do que o número em si.
Por que autocustódia deixou de ser opcional
A sucessão de quebras e fraudes não foi azar. Foi o desenho do sistema mostrando o que sempre foi. Guardar a própria chave virou a única forma honesta de dizer que você tem Bitcoin.
Single-sig ou multisig, quando a complexidade se justifica
Mais segurança nem sempre é melhor. A complexidade tem um custo, e ele é pago em chances de erro. A pergunta certa não é qual arranjo é mais seguro no papel, é qual você consegue operar sem se trancar para fora.
Custódia colaborativa de Bitcoin, o meio-termo que não é autocustódia pura
Você detém duas de três chaves e um provedor detém a terceira, sem nunca poder mover seu Bitcoin sozinho. O arranjo reduz a chance de erro humano. Também entrega a um terceiro identificável a foto completa do quanto você tem.
Custódia do ETF de Bitcoin, quem realmente guarda a chave
Comprar um ETF de Bitcoin não é ter Bitcoin. É uma reivindicação contra um custodiante que assina a chave por você, e prova de reservas sem prova de passivos não prova solvência nenhuma.
O ataque da chave inglesa e o elo mais fraco da autocustódia de Bitcoin
A indústria vende criptografia e hardware, mas o modelo de ameaça real para o holder brasileiro é analógico. É coação física. E a defesa contra ela não é tecnológica, é arquitetural.
Por que a Strategy (MSTR) vale mais que o Bitcoin que ela tem
A ação da Strategy negocia por mais do que vale o Bitcoin no balanço dela. Não é irracionalidade do mercado. É um prêmio com lógica própria, e entendê-lo é entender por que ele também pode evaporar.
Treasury company é modelo sustentável ou alavancagem disfarçada
A pergunta divide o mercado, e os dois lados têm argumentos sérios. Um vê uma máquina de capital engenhosa, o outro vê uma aposta alavancada esperando a maré baixar. A resposta honesta depende de qual empresa, e de quando.
OranjeBTC, análise da primeira treasury company brasileira
O modelo que a Strategy popularizou nos Estados Unidos chegou ao Brasil. A OranjeBTC traz o mesmo motor de captação e compra de Bitcoin para o mercado de capitais brasileiro, com as particularidades, e os riscos, de um mercado próprio.
MicroStrategy e o S&P 500, quando o índice compra Bitcoin sem olhar preço
A entrada de uma treasury company num índice de peso não é selo de qualidade. É a contabilidade a valor justo abrindo a porta do Bitcoin alavancado para dentro de fundos passivos que compram a ação sem olhar o prêmio.
A tese do Bitcoin como reserva de valor, sem hype
Chamar o Bitcoin de reserva de valor virou clichê dos dois lados. A Fugazzi Research prefere a pergunta desconfortável. O que precisa ser verdade para a tese se sustentar, e o que ainda está em aberto.
O que o último halving muda e o que não muda
A cada halving o mesmo roteiro se repete. A Fugazzi Research propõe separar o que o evento de fato altera no protocolo do que ele apenas alimenta na imaginação do mercado.
Stablecoins, adoção ou risco sistêmico
As stablecoins movimentam cifras de grande sistema de pagamento e sustentam quase todo o DeFi. Esse tamanho é a prova de uma adoção real e a origem de um risco que já não cabe só dentro de cripto. Os dois lados são verdadeiros.
CDI a dois dígitos, o que isso faz com o seu dinheiro
Quando o CDI passa de dois dígitos ao ano, a renda fixa volta ao centro das decisões. O número impressiona, mas o que ele faz com o seu dinheiro depende de uma conta que poucos fazem direito.
Por que o Índice de Sharpe não funciona para cripto
O Sharpe não está quebrado, está sendo usado fora do domínio para o qual foi feito. A tese quant que separa quem entende a estatística de quem só repete a fórmula com cara séria.
Volatilidade não é risco, o erro que custa caro
Confundir oscilação com perda permanente é o reflexo que a indústria treinou no investidor. Ele se sente prudente e custa fortunas, porque faz vender no fundo o que era só desconforto no caminho.
Skin in the game, por que análise sem posição é só opinião
Quando quem recomenda não corre risco com a própria recomendação, a única coisa em jogo é a reputação. A exposição real ao resultado é o que transforma uma opinião em compromisso.
O que a curva de juros brasileira está dizendo agora
A inclinação da curva resume a aposta coletiva do mercado sobre juros e crescimento. Em vez de cravar níveis, esta peça mostra como ler os sinais que a curva manda em qualquer momento do ciclo.
Por que o investidor brasileiro precisa pensar em dólar
Quem investe apenas em real está concentrado numa única moeda sem perceber. Pensar em dólar não é apostar contra o Brasil, é reconhecer que parte do risco e da proteção de uma carteira vive fora da moeda local.
O que muda com a regulação de copy trading no Brasil
O copy trading cresceu na zona cinzenta entre tecnologia e regulação. Copiar operações em escala se parece com gestão de recursos e com recomendação, atividades que exigem credenciamento. O que muda para quem oferece e para quem usa.
O custo invisível dos fundos com taxa de performance
A taxa de performance é vendida como o mais justo dos custos. A frase esconde uma assimetria, e quando você soma a marca d água, a administração e o come-cotas, o alinhamento vira vazamento de retorno composto.
Quando uma treasury de Bitcoin quebra
O motor que enriquece o acionista no mercado de alta é o mesmo que pode destruir a empresa na baixa. Entender a engrenagem reflexiva entre prêmio, dívida e vencimento é a diferença entre comprar Bitcoin alavancado de olhos abertos e ser pego de surpresa.
Treasury company, ETF de Bitcoin ou Bitcoin direto
As três dão exposição a Bitcoin, mas só uma te dá Bitcoin. As outras duas te dão um derivativo com um intermediário no meio. A pergunta não é qual rende mais, é quanto risco de contraparte e prêmio você aceita pagar para não guardar a própria chave.
Recompra de ações com mNAV abaixo de 1 nas treasuries de Bitcoin
Recomprar ações abaixo do NAV é o único uso de capital que aumenta o Bitcoin por ação sem emitir nada, o espelho exato do motor de emissão. Quase nenhuma treasury executa quando o desconto aparece, e a recusa revela para quem a gestão trabalha.
O muro de vencimentos, quando uma treasury company é forçada a vender Bitcoin
O medo popular imagina uma chamada de margem que nunca existiu. A dívida conversível das grandes tesourarias é sem garantia e sem gatilho de preço. O risco real de venda forçada chega em data marcada, e é ele que merece vigilância.
Empréstimo com Bitcoin como garantia e quem custodia o colateral
O pitch nunca venda, pegue emprestado trata o empréstimo como neutro. No instante em que o Bitcoin vira garantia, você troca risco de mercado por risco de contraparte. A pergunta certa não é qual a taxa, é quem tem as chaves do colateral.
Onde investir com a Selic caindo, segundo a história dos ciclos de corte
O Copom corta juros desde março de 2026 e o Focus projeta Selic de 10,5% no fim de 2028. Um estudo de evento sóbrio sobre o que prefixados, IPCA+, bolsa e FIIs fizeram em ciclos anteriores.
Por que bancos centrais compram ouro em ritmo recorde
A série do World Gold Council registrou três anos seguidos acima de 1.000 toneladas em compras líquidas, mais que o dobro da média da década anterior. O padrão sugere desdolarização parcial das reservas, e o investidor brasileiro tem rotas de acesso ao metal na B3.
Diversificação internacional da carteira e o hábito brasileiro de ignorar 99% do mundo
O Brasil pesa menos de meio ponto percentual no índice acionário global, mas a indústria de fundos local mantém cerca de 97% do patrimônio dentro do país. A distância entre esses dois números tem nome, tem causa e tem custo.