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Juros simples vs. compostos

No juro simples a base não muda. No juro composto os rendimentos passam a render, gerando crescimento exponencial.

Fugazzi Research

Juros simples e juros compostos são duas formas de calcular rendimento, com resultados muito diferentes no longo prazo. No juro simples, a taxa incide sempre sobre o valor inicial. A cada período entra o mesmo valor de juro, em linha reta. No juro composto, a taxa incide sobre o valor inicial somado aos juros já acumulados. O dinheiro que rendeu passa a render também.

Essa diferença parece pequena no começo e se torna gigante com o tempo. O juro composto cresce de forma exponencial, não linear. Quanto maior o prazo e a taxa, maior a distância entre os dois. É por isso que o tempo é o maior aliado de quem investe cedo. O efeito de bola de neve dos juros compostos é o motor por trás da construção de patrimônio.

Quase todo investimento de mercado funciona com juros compostos. Por isso retornos percentuais nunca devem ser somados de forma ingênua. Para combinar retornos de períodos, multiplica-se o fator de cada um, calculado como um mais a taxa em decimal. Somar 10% e 10% e concluir 20% está errado. Compondo, dois ganhos de 10% resultam em 21%, porque o segundo 10% incide sobre uma base já maior.

Exemplo

R$ 1.000 a 10% ao ano por 3 anos. No juro simples renderia R$ 300, indo a R$ 1.300. No juro composto multiplica-se 1,10 três vezes, chegando a cerca de R$ 1.331. A diferença de R$ 31 vem dos juros sobre juros, e cresce muito em horizontes longos.

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