Filosofia de Investimento

No mercado financeiro, saber esperar também é uma decisão de investimento.

Os mercados financeiros se movimentam em ciclos, alternando períodos de alta, baixa e consolidação. Nossa estratégia consiste em maximizar a participação nos ciclos de valorização, preservar o patrimônio durante os períodos de maior risco e, sempre que houver uma oportunidade clara e bem fundamentada, buscar retornos também nos movimentos de queda do mercado.

A nossa filosofia

A maioria das casas de análise mantém o patrimônio praticamente 100% alocado ao longo de todo o ciclo de mercado. Sempre existe uma justificativa para comprar. Raramente existe um momento para vender. Essa abordagem limita o potencial do investidor e o obriga a enfrentar quedas que, em muitos casos, poderiam ser evitadas.

A Fugazzi Research é especializada em renda variável, por meio de duas carteiras: Ações Brasil e Cripto. Sua filosofia parte de uma premissa simples: o mercado oferece oportunidades tanto nos ciclos de alta quanto nos de baixa. Ignorar uma dessas pontas significa abrir mão de parte relevante das oportunidades disponíveis.

Por isso, as carteiras não permanecem investidas a qualquer custo. A exposição ao risco é ajustada de acordo com a leitura do mercado, utilizando análise técnica, timing de entrada e saída, modelos quantitativos e inteligência artificial para identificar os momentos mais favoráveis para aumentar a exposição, reduzir risco ou buscar retornos também em movimentos de queda.

Por que adotar uma gestão tática?

No Brasil, um país historicamente marcado por juros elevados, a taxa livre de risco frequentemente oferece retornos bastante atrativos. Isso leva a uma pergunta legítima. Qual o sentido de assumir o risco da bolsa se, desde a criação do Plano Real, em 1994, o Ibovespa acumula um retorno inferior ao CDI?

A resposta está justamente na pergunta.

O desempenho de um investimento depende da janela analisada. Mudar o período de observação pode transformar completamente a conclusão. Veja os dados.

Retorno acumulado por janela · IBOV vs CDI
Figura. O vencedor depende inteiramente da janela. Em 1 e 10 anos o Ibovespa supera o CDI. Em 5 e 20 anos, o CDI supera o Ibovespa. Data-base: fechamento de 30/12/2025. Fontes: Yahoo Finance (Ibovespa, ^BVSP) e Banco Central (CDI, SGS 12). Retorno de preço do índice, sem dividendos. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
IBOV vs CDI · retorno acumulado desde 1994
Retorno acumulado desde o fim de 1994 até 01/07/2026. As curvas se cruzam nos anos 90/2000 e o CDI abre vantagem depois. Fontes: Yahoo Finance (Ibovespa, ^BVSP) e Banco Central (CDI, SGS 4391). O Ibovespa aqui é retorno de preço, SEM dividendos; com proventos reinvestidos a diferença de longo prazo se estreita bastante. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.

Os números deixam uma lição importante. A resposta depende inteiramente da janela analisada. Mude o período de análise e mude também o vencedor.

Uma carteira tática não busca prever o futuro. Busca adaptar a exposição ao risco conforme as oportunidades mudam. Participar dos ciclos favoráveis da bolsa e preservar capital quando eles deixam de existir.

Carteira de Ações Brasil

A Carteira de Ações Fugazzi não foi criada para estar comprada em bolsa o tempo todo. Seu objetivo é assumir riscos apenas quando o mercado remunera esse risco.

Enquanto boas oportunidades não aparecem, o patrimônio permanece em proteção patrimonial, alocado em ETFs de Renda Fixa negociados na B3 que possuem alta liquidez e rentabilidade próxima ao CDI.

Quando o mercado apresenta uma oportunidade com uma relação risco-retorno favorável, parte do capital é direcionada para ativos negociados na B3. A exposição é limitada, atualmente em no máximo 40% por ativo, e a posição é encerrada assim que a tese se completa ou deixa de fazer sentido. Em seguida, o capital retorna à proteção patrimonial, aguardando a próxima oportunidade. Dessa forma, busca-se potencializar o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.

O método, em ciclo · ilustrativo
01

Proteção patrimonial

~0% em ações. Capital alocado em ETF de renda fixa líquida, com retorno próximo ao CDI.

02

Entrada tática

Compra de ações, BDRs ou ETFs na B3 quando os modelos de análise identificam uma oportunidade favorável.

03

Volta à proteção

Concluída a operação, o patrimônio retorna aos instrumentos de proteção patrimonial.

E o ciclo recomeça na proteção
Figura ilustrativa do método, não representa posições reais nem promessa de retorno. A maior parte do tempo a carteira permanece em proteção patrimonial; a entrada em ações ocorre apenas em janelas de oportunidade, com teto de 40% por ativo.

Não existe preferência por um ativo específico. O foco está onde há oportunidade. A carteira pode operar ações brasileiras, ações no exterior (BDRs), ETFs de cripto e outros ETFs negociados na B3, sempre priorizando ativos líquidos. Da mesma forma, quando os modelos identificam oportunidades em movimentos de baixa, operações vendidas também podem fazer parte da estratégia.

A carteira é dinâmica. Sua exposição ao mercado varia de acordo com as oportunidades identificadas. Em determinados momentos, pode permanecer integralmente em proteção patrimonial. Em outros, pode estar parcialmente ou totalmente exposta à renda variável. Não existe um percentual fixo de alocação. É o próprio mercado que determina quando aumentar, reduzir ou zerar a exposição ao risco.

Carteira de Cripto

“O ciclo do Bitcoin é soberano.”

O mercado de criptoativos possui uma dinâmica própria, bastante diferente dos mercados acionários tradicionais. Ao longo de mais de 16 anos de histórico, o Bitcoin apresentou um comportamento fortemente influenciado por ciclos de aproximadamente quatro anos, pela liquidez global, pelos eventos de halving, a redução programada pela metade da emissão de novos bitcoins, e pela atuação dos grandes participantes do mercado (baleias). Ignorar essa dinâmica e basear as decisões apenas na análise técnica pode levar a interpretações equivocadas.

A Carteira Cripto concentra sua exposição exclusivamente no Bitcoin. Embora existam milhares de criptoativos negociados, poucos demonstraram capacidade de preservar valor e atravessar sucessivos ciclos de mercado. Enquanto o Bitcoin renovou suas máximas históricas ao longo do tempo, grande parte das demais criptomoedas apresentou desempenho inconsistente ou sequer sobreviveu aos ciclos anteriores. Por isso, as decisões da carteira são fundamentadas em dados, estatística, análise quantitativa, inteligência artificial e leitura de mercado, nunca em narrativas ou promessas.

Assim como na Carteira de Ações, a exposição ao mercado não é permanente. A carteira permanece em proteção patrimonial durante grande parte do tempo, aguardando momentos em que as probabilidades se tornam mais favoráveis. O Bitcoin costuma passar longos períodos de consolidação e concentrar grande parte de sua valorização em janelas relativamente curtas. A estratégia busca preservar capital durante os períodos de baixa convicção e aumentar a exposição apenas quando o mercado oferece oportunidades com uma relação entre risco e retorno considerada atrativa.

Alavancagem e Gestão de Risco

“A alavancagem não é um objetivo. É uma ferramenta.”

A carteira pode utilizar alavancagem de até 2x quando os modelos identificam oportunidades de elevada convicção, por meio de contratos futuros ou ETFs alavancados. O uso de alavancagem não busca maximizar retornos a qualquer custo, mas potencializar operações em momentos específicos, sempre dentro de limites previamente definidos.

O limite de 2x é uma escolha deliberada de gestão de risco. Quanto maior a alavancagem, maior o chamado risco de ruína, isto é, a probabilidade de uma única operação consumir integralmente o capital nela alocado. Por exemplo, em uma posição com alavancagem de 5x, uma variação adversa de aproximadamente 20% já é suficiente para zerar a operação. Com 2x, essa variação sobe para cerca de 50%, tornando esse risco significativamente mais controlável.

A preservação de capital continua sendo o princípio central da estratégia. Por isso, a alavancagem é utilizada apenas de forma pontual, quando há elevada convicção e uma relação entre risco e retorno considerada favorável. Investidores que preferem operar sem alavancagem também encontram respaldo na estratégia, podendo seguir normalmente apenas as operações à vista (1x).

Os 5 princípios fundamentais das duas carteiras

  1. 1

    Esperar também é uma posição.

    Grandes oportunidades não aparecem todos os dias. A paciência permite concentrar capital quando elas realmente surgem.

  2. 2

    Buscar assimetria.

    Os melhores investimentos raramente começam no meio do movimento. A paciência costuma oferecer entradas com maior potencial de retorno.

  3. 3

    O mercado tem duas direções.

    Existe oportunidade tanto nos movimentos de alta quanto nos de baixa. A estratégia busca aproveitar ambos os lados do mercado.

  4. 4

    Método acima da opinião.

    As decisões são fundamentadas em dados, análise técnica, modelos quantitativos e inteligência artificial. Convicção sem método é apenas opinião.

  5. 5

    Juros compostos vencem a tacada única.

    O patrimônio é construído por uma sequência de decisões consistentes, e não pela busca de um único grande acerto.

Aviso importante

Este conteúdo tem caráter informativo e descreve a filosofia e a metodologia das carteiras da Fugazzi Research. Não constitui oferta, solicitação ou recomendação personalizada de compra ou venda de valores mobiliários ou de qualquer ativo, nem consultoria ou gestão de recursos.

Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos. Criptoativos, derivativos e operações alavancadas envolvem risco elevado, incluindo a possibilidade de perda total ou superior ao capital investido. A decisão de investimento é de responsabilidade do investidor e deve observar seu perfil.

Fugazzi Research

Cada recomendação vem com a tese completa.

Você entende o raciocínio por trás de cada decisão e conduz o próprio patrimônio com critério.

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